Não chores, pois ainda tens...
poema de Antonio Gamoneda | versão de Manuel A. Domingos
Não chores, pois ainda tens o vento e a distância. O amor é o vento. Sem solução, o abismo surge no teu olhar. É certo que me turvas a garganta com o teu pranto e a tua mão distante. Não chores ainda: do ar bebes o aroma da tristeza nas minhas mãos. em Edad (Poesia 1947-1986), edição de Miguel Casado, Madrid: Catedra, 6ª edição revista, 2006, p. 78.

