O meu rio
poema de Tonino Guerra | versão de Manuel A. Domingos
Ao longo do meu rio move-se um mundo de canas densas, vermes que dormem em casulos e fazem sons se lhes tocas; quem sabe o que dizem? Há pequenas poças de água entre a areia onde te podes agachar e procurar ouro com uma velha peneira de farinha. No céu, voa uma pomba ao alcance dum tiro. em Italian Environmental Literature - An Anthology, tradução do italiano para inglês de Patrick Barron, Italica Press, 2003, p. 95


